Geadas

FONTES: 

 

IAC – Campinas/SP 

IAPAR – Londrina/PR 

EMBRAPA – Pelotas/RS

INTRODUÇÃO

 

Formação de gelo nos espaços  intercelulares com rompimento das paredes celulares; saída da água.

Murchamento e morte das células.

   

TIPOS DE  GEADAS

 

1.   ADVECÇÃO: Passagem de massa de ar frio abaixo de 0º com ventos acima de 20 km/h (qualquer hora do dia).

 

2.   RADIAÇÃO: Ocorre com céu claro, ausência de ventos, baixa umidade do ar, temperaturas baixas.

 

IRRIGAÇÃO PARA MODIFICAÇÃO DO AMBIENTE

 

A técnica de irrigação  para controle de geadas iniciou-se na Alemanha e expandiu-se para toda Europa e América do Norte. Utiliza-se principalmente para frutíferas como maçã, pêssego, citrus, uva e hortícolas de forma geral.

 

I -CONCEITO 

 

Utilização da energia liberada no processo de passagem da água do estado líquido para o sólido (calor latente de fusão).


 

                             1 grama de água libera  80 calorias

 

II- PREVENTIVA

 

 

Aplicação de água antes da ocorrência de geadas utilizando-se o sistema de irrigação convencional. A literatura técnica não é conclusiva sobre o assunto.

 

a.   aumento da condutividade térmica do solo

b.   aumento da capacidade calorífica do solo

 

 

III- SOBRE COPA

 

Envolve  o uso de uma fina camada líquida formada na superfície da planta para manter a cultura na temperatura desejada em geral próxima a 0º C (em média ocorrem danos em plantas hortícolas em torno de  –1ºC a –2ºC).

 

1.   Fatores que afetam a técnica de irrigação

 

a-  Ventos

     Deriva do jato de água causando desuniformidade de cobertura  na área a ser protegida.
     
Perda de calor para fora da área

   

b-  Umidade do ar

     Condensação com ganho de calor pela cultura

 

 

2.  Início da aspersão

 

a.  Em noites propícias a geadas, o gradiente de queda noturna das  temperaturas do ar e das folhas aproxima-se de  1ºC/hora a partir das 17  horas até as 6 horas.

 

b.  Colocar um termômetro na altura média da planta no local mais baixo da lavoura.

Começa-se a observar a queda de temperatura a partir das 18 horas. Se estiver a 12ºC muito provavelmente chegará aos 0ºC, danificando plantas hortícolas. Acompanhar a queda de temperatura de hora em hora.

      Caso esteja caindo 1ºC/hora, inicia-se a aspersão com 5ºC ( temperatura de segurança).

      Sugestão dos pesquisadores;  não há estudos conclusivos.

 

3.  Quantidade de água

 

a.  Em média 2,0 – 2,5 mm/hora (bocais de 1,5 a 4mm com aumento de pressão).

 

b.  Formação de neblina com gotas pequenas para que se diminua a perda de calor através do efeito estufa.

 

c.  Retardar o início da aspersão o máximo possível = acúmulo de gelo e quebra dos ramos.

 

d.  Ciclo de rotação dos aspersores nunca inferior a 30 segundos (prático). Literatura recomenda 60 segundos.

 

e.   Verificação do funcionamento: formação de gelo claro (indica formação recente). Verificar nas áreas mais baixas do terreno e/ou  com maior incidência de ventos.

 

4.  Cuidados

 

a.  Testar todo o sistema de aspersão antes do uso.

 

b.   Motores a explosão (diesel)  podem apresentar problemas de funcionamento em razão das baixas temperaturas (congelamento da água do radiador e início do funcionamento).

 

c.   Aspersores de metal são mais apropriados porque há uma grande tendência para formação de  gelo em aspersores plásticos.

 

d.   Falta de energia elétrica

 

e.   Boa drenagem do solo (aeração nas raízes). 

 

 



 
 
 
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